E aí, galera!!
Essa semana foi especialmente corrida pra mim, pois além de fazer uma avaliação de ADM (Ah, pra quem ainda não sabe, estou fazendo faculdade de Administração de Empresas pela Uni COC de Sorocaba/SP. Já que trabalho na área, não custa nada estudar um pouco mais e me aperfeiçoar, né?), fiz a minha provinha do CFC (Kari guiando um automóvel?? PERIGO!!), e durante alguns poucos momentos relax, eu estive lendo, assistindo animes (Gente, vejam Guilty Crown. Pra quem gosta de SCI-FI é uma boa pedida!! Farei matéria em breve!!), ouvindo música (AMO o Black Eyed Peas!!) e papeando com meus amigos, que eu cutuco quando os vejo online. Quase sempre estou no modo ocupado, mas é pra não ouvir o MSN chamando quando estou ouvindo música.
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Guilty Crown - Para fãs de SCI-FI. |
Nossa, quanto BLABLABLA! Fala logo sobre o tema da postagem!!
Ok, ok...
Nesses bate papos informais e leituras aleatórias dos blogs que sigo, percebi uma coisa. Atualmente, parece que os desenhistas brasileiros estão conseguindo maior expressividade e ganhando também certa credibilidade dos EDITORES. Tenho notado também que em mais ou menos 15 anos em que o mangá e anime começaram a se popularizar, e alguns poucos editores se interessaram em falar sobre o tema, o mercado editorial brasileiro, em especial os editores deste mercado, parecem não ter acompanhado essa evolução.
Como assim? Onde você quer chegar com essa conversa?
Meu raciocínio é básico; não é o público que não está preparado. Não é o artista quem não sabe ser profissional. É o EDITOR quem não tem acreditado o suficiente no potencial dos artistas que temos (talentosos, já que muitos dos nossos desenhistas brilham no exterior, e nós muitas vezes nem sabemos disso), e acabam apostando em estratégias de vendas que nem sempre dão certo. E claro, como são a parte pensante do negócio, jogam a culpa do fracasso no desenhista, alegando falta de profissionalismo. Pode parecer demagogia da minha parte, exagero... Mas parem um pouquinho e analisem friamente o que estou comentando.
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Shonen Jump - Exemplo de domínio do Editor sobre o Artista, mas de forma bem sucedida. |
Nunca li Bakuman pra valer, aliás, eu tenho birra desse mangá. Mas convenhamos; ele mostra como o desenhista japonês trabalha, e como os editores ajudam o artista a desenvolver o lado
marketing da história que eles criam. Se a ideia não é boa, eles cancelam sem dó e sem enrolação. Mas, se tem algum potencial, eles orientam, sugerem as mudanças e direcionam ao público certo. A partir daí, o artista não anda às cegas, mas tem um ponto de partida para se desenvolver. Pode parecer manipulador por um lado, mas é uma orientação valiosa para os artistas, independente da experiência que eles possuem. A escola japonesa nesse sentido é gigante. Títulos são lançados todos os meses e nos mais variados formatos (tem revistas feitas exclusivamente pra celulares!). Antologias são as mais variadas, para todas as faixas etárias e gostos. E pra quem quer ser seu próprio editor, tem o mercado independente, onde o desenhista pode lançar a sua revista sem vínculo com editora nenhuma, nossos conhecidos fanzines (ou como eles chamam lá no Japão,
Doujinshi). Com a grande popularização da internet, temos também os quadrinhos online, um nicho do qual faço parte atualmente.
Para os artistas que sonham em publicar em uma editora de grande ou pequeno porte, as oportunidades tem aparecido. A mais recente é a iniciativa da Ação Magazine, que está selecionando histórias para uma possível publicação em suas páginas. Tem um monte de desenhistas ávidos pra publicar nas páginas da Ação, que tem sido uma promessa, e talvez uma das esperanças de publicação de quadrinhos nacionais. Gosto da iniciativa, mas tenho meus receios. O pessoal que é responsável pela revista é jovem e promissor. Espero que tenham uma visão ampla do nosso mercado...! E queiram crescer e ajudar outros nesse crescimento, sem ser fominha pelos holofotes.
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Capa da Ação Magazine 1. De olho na iniciativa. |
Agora, o outro lado da moeda: Eu tenho que fazer um comentário a respeito porque acho injusto por parte de um editor nada esclarecedor. As meninas Soni e Shirubana publicam suas séries pela HQM Editora, O Príncipe do Best Seller e Vitral, respectivamente. Quem comprou o nº 1 dessas séries está ansioso pela continuação... Eu acompanho o blog das duas e sei que não são apenas os leitores, mas elas também estão ansiosas por isso. No dia 17/11 a Soni fez uma nota oficial em respeito aos leitores das séries. Quem quiser ler a nota, acesse o
link. Mas resumindo; o editor não se comunica direito com as autoras, e num tom de cobrança, exige trabalho delas enquanto ele mesmo não está cumprindo seu papel. (Será que é por isso que eu não me dou bem com editores? =P)
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Volume 1 do Príncipe do Best Seller. |
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Volume 1 de Vitral. |
Pra finalizar: Uma vez, lendo um editorial de uma revista de animação, o editor fez um comentário que hoje vejo como faz sentido; Observe a mesa do editor da revista que quer ver seus trabalhos (isso vale pra empresas também, pessoal!! É impressionante!!). Se ela for bagunçada, tenha certeza de que o cara é do mesmo jeito... Bom, pensem nisso e abram o leque para discussões sobre o assunto. Acho que vale a pena pensar nisso.
Beijo a todos!!!